quinta-feira, 3 de março de 2011

O acordo ortográfico e os editores

No início deste ano, tornou-se conhecido o calendário oficial de aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: no sistema educativo, já no próximo ano letivo de 2011/2012 e durante os três anos seguintes, e nos serviços e departamentos do Estado, a partir de 1 de janeiro de 2012.

Na verdade, em virtude da esmagadora maioria da comunicação social usar já a ortografia consagrada pelo Acordo Ortográfico, as pessoas só agora começam a estar familiarizadas com esta realidade incontornável.



De referir que, durante os próximos anos, as edições com a atual e a nova ortografia coexistirão nas livrarias, nas bibliotecas públicas e escolares e espaços similares. O objetivo é salvaguardar as famílias, escolas, bibliotecas e demais entidades de custos e desperdícios desnecessários, permitindo, ao mesmo tempo, um período de adaptação às novas regras.

Considerando precisamente esse período, lembramos que as editoras que dispõem de serviços online podem apoiar os utilizadores da língua portuguesa nesta fase de transição. Por exemplo, a Porto Editora tem, para além de edições em suporte de papel e de serviços online, com especial destaque para o Conversor do Acordo Ortográfico, de consulta fácil, prática e gratuita, otimizado para a conversão de textos e, também, de ficheiros em formato Word.

Um outro exemplo é o da Priberam que dispõe de um dicionário online. Aqui pode consultar a grafia de palavras individualizadas. Através das ligações úteis, também pode colocar dúvidas ou consultar as questões colocadas. É um espaço muito interessante.




A questão da renovação de títulos e obras de referência nas escolas e bibliotecas públicas não deixará de preocupar os intervenientes (pais, professores, bibliotecários), surgindo, simultaneamente, uma oportunidade de negócio para as editoras. No caso das escolas, essa renovação não será abrupta, circulando, no espaço da sala de aula/escola, manuais com os dois registos gráficos, dado existir um período de transição até à adoção de novos manuais

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